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Olá, minha gente linda!

fiz 40 anos. E com este número vieram muitos cremes faciais e reflexões. Nenhuma triste. Talvez um medo bobo de perder os momentos mais preciosos em qualquer estalar de dedos. Haja retinol e melatonina.

Mas outro dia estava prescrutando no espelho as minhas rugas e descobri que tenho as minhas preferidas. Aquelas que denunciam tudo o que já foi vivido, sentido, atravessado.

E, curiosamente, foi pensando nelas que eu pensei nos livros que me trouxeram até aqui. Não aqueles para ler antes dos 40 (até pensei em fazer uma lista e jogar nas bookredes), mas sim aqueles que me orientaram por essa yellow brick road.

E é engraçado, pois sempre tenho um certo receio de voltar a eles e não encontrar a mesma felicidade clandestina que senti quando tinha 7, ou 12, ou 22 anos. E é certo que não vou encontrar.

Porque foram outras tantas nayaras que os leram e se reiventaram para hoje eu ser esta aqui.

E a lista é imensa. Afinal, eu sou uma traça-livros. Mas me recordo como se fosse hoje a sensação e estranheza de conhecer a história de um ratinho que morava no livro.

Ou de todas as vezes que chorei copiosamente às margens do Rio Paraguai, já que o Rio Piedra fica na Espanha. E se eu cheguei leitora até aqui, foi por causa também de Paulo Coelho, que já foi best-seller.

E eu lá sou gente de cuspir no prato que comeu? Não, não. E jamais vou me esquecer da satisfação que senti junto a personagem em sua vingança em O segredo da flor de lis.

Portanto, proponho um brinde a todos os livros que pavimentaram minha vida até aqui e aos livros que trouxeram vocês aqui.

Dica do mês...

Nesta seção, sempre teremos pessoa convidada por mim para dar uma dica de livro! E a dica deste mês fica com a Tati Guedes, do @eutatiguedes e do @palavralivro e minha linda amiga co-fundadora do @lendomulherespelomundo.

Big Loura e outras histórias de Nova York, de Dorothy Parker

Dorothy Parker tem um talento que eu aprecio: fazer da ironia e do deboche um antídoto contra gente chata.

Em uma época em que as mulheres podiam almejar, quando muito, uma vaga de secretária, Parker encontrou seu lugar como escritora na recém-lançada revista New Yorker.

Lá, além das resenhas literárias (ácidas, claro), ela publicou diversos contos.
Big Loura reúne alguns desses textos, que retratam a vida em Nova York na era do jazz.

Os hábitos, os costumes, as hipocrisias, e as relações entre homens e mulheres.
Os papéis de gênero podem incomodar um pouco os leitores atuais, mas é difícil não se identificar com os dramas de alguns personagens.
Por diversas vezes durante a leitura, eu me peguei dando risada da sagacidade com que ela constrói uma determinada frase, só para, segundos depois, perceber que aquilo que está sendo narrado não tem graça nenhuma. Pelo contrário, é até um pouco triste.

No fim das contas, Dorothy narra a vida como ela é: dura em alguns momentos, mas sempre passível de ser levada com algum humor. E é essa insolência que faz dela uma escritora tão sensacional.

Conheça a Tati Guedes


Tati Guedes é jornalista, fundadora da agência New Fire, leitora por vocação e escritora em formação.

Co-fundadora do grupo de leitura Lendo Mulheres pelo Mundo, ela publica textos semanais na newsletter Zero Pretensões e Sentimentos Aleatórios.

Livros em alta nas redes por aí...


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    Enquanto isso nos clubes...

    Nesse mês de março, no Traças-Latinas vamos ler em maio Distância de resgate, de Samanta Schweblin. Ela que vem novamente assombrar meus pesadelos, nossa diva, mais mais! Se ainda não viram veja o discurso dela.

    O encontro do Traças-Latinas está marcado para o dia 13/05. Se você ainda não tá no grupo, corre pra entrar!

    Já no Traçaria-Literária, ainda nao decidimos o livro de maio, mas vamos decidir no próximo dia 06 de maio! Então se você que tá lendo aqui e não tá no grupo, corre!

    No dia 06/05 vamos falar de Água fresca para flores, de Valérie Perrin. Com ele vamos acompanhar uma sensível história de amor no peculiar cenário de um cemitério (oi?)

    No Lendo Mulheres Pelo Mundo, estamos em Moçambique acompanhando uma história poligâmica em Niketche e em breve vamos para Venezuela, conhecer a escrita de María Elena Morán em Voltar a quando.

    E já que ele veio para ficar no clube presencial Traças & Ronrons, lemos em março o cozy mistery de Dolores Hitchens e nos divertimos muito com Rachel Murdock, em A gata viu a morte. E lemos agora em abril, Relatos de um gato viajante, de Hiro Arikawa.

    Em maio, ainda vamos decidir o que vamos ler, mas estou amando ter um clube presencial e poder brincar com outros gatinhos que não sejam os meus.

    Tá Blog da Traça-Livros...

    O despertar do Homo Restus

    Confira a resenha de Homo Restus, romance de estreia da carioca Leonília Ribeiro.

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    Ilustrações da capa de Homo Restus de Leonilia Ribeiro.

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    Descubra por que as leituras obrigatórias de vestibular existem e o porquê de estudar os livros da lista para conquistar uma ótima nota.

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    Estudante negra analisando a lista de leituras obrigatórias de vestibular.

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    Imagem de um olhar penetrante de uma gata preta, tal qual a capa de A gata viu a morte, de Dolores Hitchens.
    Uma gata herdeira é a única testemunha de um crime. Conheça A Gata Viu a Morte, o clássico de Dolores Hitchens.

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    Parças da Traça & Cupons...

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    Bom vou encerrando por aqui nos vemos em breve.
    Até o próximo correio!
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